quinta-feira, 22 de abril de 2010

50 anos de Brasília – série Monica Overdose – FDPQP

50 anos de Brasília – série Monica Overdose – FDPQP


Monica Overdose: Estou aqui com uma Brasília de 1960!


Manuel Inglês: Já existia Brasília nessa época, Monica?


Monica: Não interessa! Eu estou aqui com minha Brasília, e vou comemorar os seus 50 anos no Distrito Federal!


Manuel Inglês: Você não vai me dar carona nessa lata velha, vai?


Monica: Vou! E entra logo, senão vai a pé!


Manuel Inglês: Se você disser “dá ou desce” nessa lata velha, eu desço! Ei! Monica! Eu estava brincando! Aah!!


Monica: Vai a pé, seu safado! Tchau!


Manuel: Pô, mas que garota nervosinha! Vou convidar o Cebolinha para trabalhar com ela! Mais de 300 Km a pé? Mmmm... Táxi! Táxi! Na conta do TAS!


Monica: Eu estou aqui com a Rose Ana Sarna, filha do Coronel Josué Sarna. O que acha de tanta mulher concorrer para presidência nesses 50 anos de Brasília?


Rose: Nem tudo são um mar de flores, rosas existem, mas elas também têm espinhos. A imprensa precisa tirar a imagem suja de meu pai para que eu possa concorrer a presidência também. De nada adianta eu valorizar o femismo na politicagem desse país se eu não ganho nada com isso. Todas as mulheres devem usufruir da democracia, não só uma meia dúzia de vacas...


Monica: Você ainda acha que seu pai foi injustiçado com as acusações de corrupção no congresso?


Rose: Monica, meu pai pode ser um bandido como o Balufi, mas o jogo político foi contra ele. A imprensa, em especial por parte de seu chefe, foi um dos peões desse xadrez. Hoje, não importa mais quem é mocinho ou bandido, mas quem vai ganhar, como e quanto. Os 50 anos de Brasília devem servir de reflexão do processo de destruição de ética em nosso país em todos os sentidos e de até quando o povo brasileiro vai continuar aceitando essa barbárie, onde só os mais fortes e espertos vencem.


Monica: Certo, mas você percebeu que só os bandidos vencem?


Rose: Discordo, você venceu aquele concurso ano passado, a democracia venceu o império e a ditadura e algum dia o voto facultativo vence nesse país. O bem deve vencer o mal. Se meu pai fez algum mal, ele pagará por isso.


Monica: Hitler não pagou.


Rose: Não? Existe uma propaganda anti-nazista no mundo inteiro, onde até o atual Papa foi afetado. Hitler foi condenado ideologicamente, salvo alguns saudosistas. A vitória do mal é efêmera. O bem e o equilíbrio sempre prevalecem. Mas é preciso lutar, é preciso questionar.


Monica: Senão pessoas como seu pai permanecem no poder pra sempre.


Rose: Se você acha que ele é um mal, até ele. Mas o maior mal vem do comportamento do povo. Sonegadores de impostos, picaretas em todas áreas profissionais, mendigos profissionais...


Monica: Rose, o povo age assim porque sempre o exemplo maior vem de cima.


Rose: Se um povo precisa de heróis para ser ético, então estamos perdidos.

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